Blog do Comentador

Este blog se propõe a fazer algumas reflexões, provocação e, quem sabe, brincadeiras sobre os acontecimentos atuais, tanto em nível nacional quanto internacional.

Domingo, Dezembro 17, 2006

apenas uma observação

O post "por quê?" (o primeiro do blog), que tem como ilustração o fórum do Irã, estimulou alguns comentários. Publiquei, ali mesmo, nos comentários, as respostas para algumas objeções feitas, com a finalidade de "colocar para a frente" a discussão. Como considero a troca de idéias algo extremamente saudável, recomendo a leitura desses comentários, pois é lá onde a discussão se amplia.
Abraços e obrigado pelas visitas.

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

O governo vai pagar... Mas quem paga o governo?

No Rio Grande do Sul:
Situação engraçada. Novamente, o governador irá pagar o décimo terceiro através de um empréstimo que cada cidadão deverá retirar no banco estadual Banrisul. A lógica é assim: O cidadão paga imposto e abastece os cofres do governo. O governo manda o cidadão retirar um empréstimo no Banrisul. O banco empresta. Pergunto: Quem é que vai pagar o empréstimo? Respondo: O cidadão. Não diretamente, mas através do governo. O governo irá tirar dinheiro público dos cofres para pagar o empréstimo junto ao banco. Há quem diga: “Eu não vou pagar nada... Quem vai pagar é o governo”. Até parece que o governador vai abrir a carteira e pagar do próprio bolso. Realmente, é o governo quem vai pagar.... Mas quem é que paga o governo

3 comentários sobre o aumento de 91%

No Brasil:
Lula diz: "Eu não aumento o meu salário". Cut entra com uma ação contra o aumento de 91%. Renan Calheiros e Aldo Rebelo dizem que não irão receber verba extra para o aumento, mas sim que irão fazer um remanejamento administrativo. Lula diz: “Eu não posso dar palpite sobre um poder que decide aumentar o seu salário. Tanto o presidente Aldo, quanto o presidente Renan disseram que vão tirar o dinheiro do próprio orçamento deles". Eis o quadro político nacional.

Primeira coisa: Curiosa a expressão do Lula. “...vão tirar o dinheiro do próprio orçamento deles”. Como se o orçamento realmente fosse deles. Mesmo que eles sejam os presidentes da câmara e do senado, não podemos chamá-los de “donos do orçamento”. O orçamento é da Câmara e do Senado e, em última instância, do povo. Pois, se o dinheiro tem algum dono, este é o povo. Qualquer João da esquina, mas não me venha dizer que é do Aldo e do Renan.

Ponto dois: Este tal de remanejamento administartivo significa, afinal de contas, o quê? Cortes terão que ser feitos. Meu medo é que, após algum tempo, as “pontas cortadas” tenham que ser novamente costuradas. Nesse momento, me pergunto se irão abaixar novamente o salário dos excelentíssimos, ou se irão simplesmente aumentar o orçamento que lhes cabe.

Ponto três: Já que há gastos supérfulos na câmara e no senado, tão supérfulos que podem ser cortados (e esta será a fonte do aumento), não seria muito melhor (mais ético, correto, etc...) que estes cortes realmente fossem feitos, mas que o dinheiro fosse usado de uma maneira muito melhor? Ninguém vai me convencer que é melhor dar um aumento aos deputados e senadores do que aumentar o salário dos professores, por exemplo.... Assim, já que está sobrando dinheiro, que o devolvam para a união e que o repassem para a cultura, por exemplo.

Charada

No Brasil:
Aqui, apenas quero lançar um enigma: Adivinha qual “classe de trabalhadores” acaba de se dar um reajuste salarial de 91%?

por quê?

No mundo:
O Irã organiza um polêmico fórum, com participantes que, em geral, defendem as teses revisionistas. Segundo eles, o holocausto não existiu e a história da segunda guerra mundial não foi bem contada. A reação internacional foi de repúdio ao encontro, adjetivando-o, entre outras coisas, de racista, anti-semita e vergonhoso. Líderes de nações se manifestaram oficialmente contra o fórum. O primeiro ministro israelense mostrou todo seu repúdio. Agora, pensemos em alguns exemplos: Durante a copa do mundo na Alemanha, alguns torcedores foram presos por fazerem a saudação nazista, o que é proibido por lei. O historiador David Irving foi preso na Áustria por dizer “que a escala do extermínio de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial foi exagerada e que Adolf Hitler não tinha conhecimento do holocausto” (fonte: BBCBrasil.com). A sua pena poderá ser de até 20 anos. Somemos a isso esse caso atual do Irã. Todos foram casos de repúdio e condenação internacional.
Agora, vou suspender meu juízo quanto a esses fatos, a fim de fazer um exercício mental. Recomendo que faça o mesmo para responder as perguntas que formularei a seguir. As pergunta, então, são essas: Por que negar o holocausto é um crime horrendo, passível de punição e recriminação, ao passo que fazer caricaturas de Maomé com bombas na cabeça é “liberdade de expressão”? Por que é crime dizer que “Hitler não sabia do holocausto” mas não é crime chamar Maomé de terrorista? Outra: Por que quando a comunidade mulçumana se mostra contrária aos desenhos feitos pelo jornal dinamarquês, chamando-os de ofensivos, “o mundo” e a imprensa os acusa de repreender a liberdade de expressão, mas quando “o mundo” se mostra contrário à manifestação das teses revisionista ninguém os acusa de também repreender essa mesma liberdade?

Enfim, não defendo essas teses, mas só gostaria de entender por que há tanta imparcialidade nesses casos. Afinal, Voltaire estava ou não certo ao dizer “Posso não concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defenderei até a morte o vosso direito de enunciá-las”?

Outra coisa para pensar e um possível futuro tema:
Por que os palestinos são chamados de terroristas quando atacam, enquanto Israel pode levar adiante, com apoio internacional, sua política de “Assassinato seletivo” (Eliminar alvos específicos palestinos)?